Blog@endsection Fernanda Dutra ::









Em um dia comum de atendimento, fui procurada por uma moça, que se mostrava um tanto aflita e pediu para conversarmos urgente, prontamente agendei seu atendimento para o quanto antes.

Na data marcada, ela chegou alguns minutos adiantada e bastante inquieta. Geralmente no primeiro atendimento procuro conhecer mais sobre as expectativas do cliente em relação ao Coaching, combinamos periodicidade, tempo de atendimento e principalmente deixo claro a importância da pré-disposição à mudança que o cliente procura, assim o resultado é efetivo.

Ela comentou que não simpatizava com Coaching, terapia ou nada do tipo, mas que queria conhecer, pois viu bons resultados em amigos próximos. E também reconhecia que precisava se posicionar diante de algo que lhe incomodava muito.

Pois bem, sua aflição tinha um motivo importante, com a crise econômica que o país enfrenta, e por questões pessoais, ela temia perder seu emprego, que já não estava satisfeita por inúmeros motivos, mas que por uma necessidade financeira e de autoestima ameaçada, não podia abrir mão, mesmo com tantos aborrecimentos agregados. Obviamente trabalhamos estas questões, sempre buscando o que podemos tirar de positivo de cada situação, e o que faremos com este aprendizado.

Apesar de demonstrar muita resistência inicialmente, ela se mostrou disposta e topou os desafios de reflexão e exercícios de ação que eram propostos nas sessões.

Mas na quarta sessão, que foi adiada 2 semanas por ela mesma, eis que ela chega com roupas despojadas e um semblante tranquilo. Estranhei, pois vestia-se sempre de maneira absolutamente formal devido ao trabalho. Logo abriu um sorriso e me contou a novidade, fui demitida! O sorriso não me convenceu e fui impactada com a notícia, já que sabia o quanto este acontecimento era temido. Nos primeiros instantes confesso que me peguei preocupada em como iriamos seguir e como eu poderia contribuir para extrair algo positivo naquele dia.

Ela me contou o quanto sofreu calada com a notícia, e que levou alguns dias (porém, menos do que imaginava) para digerir a situação.

Em seguida, aliviada, me afirmou que tal tranquilidade podia ser atribuída à ter se antecipado buscando um auxilio profissional, pois sua reação diante dessa situação não seria a mesma se não houvesse iniciado um processo de autoconhecimento com o Coaching. Como ela mesma comentou: “ainda bem que procurei tomar as rédeas da minha vida antes do temido dia da demissão”.

Revelou também o quanto refletiu sobre tudo que trabalhamos nas primeiras sessões e o quanto isso teria mudado a direção de seus planos. Veja, a vida real não é simples, mas a situação negativa foi minimizada já que havia um planejamento prévio.

Sua decima sessão se aproxima e neste último atendimento de um bloco de 10, gosto de fazer uma retrospectiva com os documentos e planos de ação anteriores, utilizando de seu histórico de sessões para mensurarmos a evolução obtida ao longo desta jornada. Hoje ela está super engajada em seu novo projeto de vida, começou a trabalhar com o que ama e apesar de ser o começo, descreve-se motivada e liberta com tempo para a família e até pratica um novo hobby, que foi fruto de uma descoberta em uma das sessões!

Não revelei detalhes, para preservar a identidade da minha cliente, já que todo o conteúdo das sessões é sigiloso. Escolhi compartilhar para fazermos algumas reflexões...

Como Coach aprendo diariamente e o que tiro de lição, é que não podemos esperar precisar do “plano B” para criá-lo ou planejá-lo. É preciso se antecipar e ter um planejamento de vida. Minimizar os riscos e ser feliz!

Situações como esta não são incomuns, e não existe receita pronta para resolvê-las. As mudanças propostas não são simples e não se tornam rotina tão rapidamente, mas costumo dizer que a persistência aperfeiçoa! E se há uma disposição para a mudança, com foco, planejamento e AÇÃO, tudo se torna possível!

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